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Entenda quando o projeto elétrico exige aprovação na CEMIG em Minas Gerais — ligação nova, aumento de carga, baixa e média tensão — e o que o cliente precisa providenciar antes de energizar a obra.
Uma dúvida comum de quem vai construir, reformar ou ampliar um imóvel em Montes Claros e no Norte de Minas é simples: preciso aprovar o projeto elétrico na concessionária? A resposta depende do tipo de ligação e da carga da instalação. Em Minas Gerais, a concessionária de energia é a CEMIG, e é ela quem define, por meio das suas Normas de Distribuição (ND), quando basta um padrão de entrada dentro da norma e quando é obrigatório apresentar um projeto elétrico para análise e aprovação antes de ligar a energia.
De modo geral, ligações residenciais pequenas, com baixa carga instalada, seguem o padrão de entrada individual e não exigem um projeto elétrico completo aprovado pela CEMIG — embora a instalação interna ainda precise atender à NBR 5410. Já quando a carga cresce, quando há vários consumidores no mesmo terreno ou quando a demanda é alta, a aprovação prévia do projeto passa a ser condição para a concessionária liberar a ligação.
Os dois momentos mais frequentes em que a concessionária entra na conversa são a ligação nova (um imóvel que ainda não tem energia) e o aumento de carga (uma instalação que já existe e vai receber mais equipamentos, ar-condicionado, máquinas ou pontos de consumo). Nos dois casos, o ponto de partida é o padrão de entrada de energia: o conjunto de poste, caixa, disjuntor, aterramento e ramal que faz a conexão entre a rede da CEMIG e a instalação do cliente.
Esse padrão precisa ser dimensionado conforme as normas técnicas da CEMIG e instalado em local de livre acesso às equipes da concessionária, no limite entre o imóvel e a via pública. Para cargas menores, o padrão individual costuma resolver, e a solicitação é feita diretamente pelos canais de atendimento da CEMIG. À medida que a carga aumenta, ou quando há proteção geral e agrupamento de medidores, o próprio dimensionamento do padrão já exige projeto e a devida responsabilidade técnica.
A faixa de carga da instalação é o que costuma definir a rota de aprovação. As Normas de Distribuição da CEMIG separam os atendimentos, em linhas gerais, assim:
Na prática, indústrias, galpões, centros comerciais, clínicas e empreendimentos maiores tendem a cair nas faixas que exigem projeto aprovado e, com frequência, subestação. Já a casa unifamiliar comum raramente chega a esse ponto. O detalhe é que a soma de cargas às vezes surpreende: um comércio com muitos condicionadores de ar, câmaras frias ou motores pode ultrapassar o limite sem que o proprietário perceba.
É importante entender que existem dois conjuntos de regras trabalhando juntos, e eles não se substituem. As Normas de Distribuição (ND) da CEMIG regem a fronteira entre a rede pública e o imóvel: definem como deve ser o padrão de entrada, qual a tensão de atendimento, como se solicita a ligação e o que precisa ser aprovado antes de energizar. São elas, por exemplo, a ND-5.1 (fornecimento em tensão secundária), a ND-5.2 (edificações coletivas) e a ND-5.3 (média tensão).
Já a NBR 5410, da ABNT, é a norma que rege a instalação elétrica de baixa tensão dentro do imóvel — circuitos, condutores, proteções, aterramento e segurança do usuário. Mesmo quando a CEMIG não exige aprovar o projeto interno, a instalação continua obrigada a seguir a NBR 5410, e essa conformidade é o que garante uma instalação segura e evita problemas em vistorias, seguros e futuras ampliações. Em projetos que envolvem proteção contra descargas atmosféricas, entra também a NBR 5419 (SPDA), frequentemente exigida em edificações maiores e industriais.
O ponto central: a CEMIG aprova a conexão conforme as ND; o engenheiro responde pela instalação conforme as normas ABNT. Um projeto bem feito concilia os dois lados desde o início, o que evita retrabalho, reprovações e atrasos na energização.
Quando o caso exige aprovação de projeto na concessionária, alguns documentos e providências costumam ser necessários. Os itens variam conforme o porte e o tipo de ligação, mas de forma geral o cliente precisa reunir:
Vale lembrar que o projeto elétrico raramente caminha sozinho. Dependendo da ocupação e do porte da edificação, a obra também envolve a regularização junto à Prefeitura de Montes Claros (alvará, habite-se) e, quando aplicável, o processo de segurança contra incêndio e pânico (PSCIP) junto ao Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (CBMMG), com emissão do AVCB ao final. Esses processos têm exigências próprias e prazos que variam conforme a ocupação — por isso o ideal é planejá-los em conjunto, e não um de cada vez.
A ZTRIX Engenharia atua com projetos de engenharia integrados em Montes Claros e no Norte de Minas desde 2005, e o projeto elétrico é uma das nossas especialidades. Ajudamos a identificar, logo no começo, em qual faixa a sua obra se enquadra — se basta o padrão de entrada ou se será preciso aprovar o projeto na CEMIG, em baixa ou média tensão, com ou sem subestação — evitando surpresas no meio do caminho.
Cuidamos do dimensionamento conforme as Normas de Distribuição da CEMIG e a NBR 5410, da emissão da ART junto ao CREA-MG, do padrão de entrada e do acompanhamento do processo de aprovação até a energização. Como trabalhamos também com PPCI, SPDA, hidrossanitários, infraestrutura de instalações, BIM e regularizações, conseguimos coordenar o projeto elétrico com as demais exigências da Prefeitura e do CBMMG, tratando a obra como um conjunto.
Se você está planejando uma ligação nova, um aumento de carga ou tem dúvida se o seu projeto precisa passar pela concessionária, fale com a ZTRIX pelo WhatsApp (38) 99954-5681 ou pela nossa página de contato. Avaliamos o seu caso e indicamos o caminho técnico mais seguro para colocar a energia funcionando dentro das normas.
Precisa aprovar seu projeto elétrico na CEMIG? Conheça o serviço de Projetos Elétricos da ZTRIX e solicite uma proposta.